26 junho 2014

Maternidade inventada

Vou iniciar esse post com uma frase que vai gerar polêmica, mas é a mais pura de todas as verdades:

Mães mentem. Mães inventam. 

Quem já é mãe sabe, mas às futuras mãezinhas de primeira viagem, meu aviso: o universo da maternidade é hostil e competitivo. Você mal ganhou bebê e as perguntas já começam. Inicia-se uma corrida louca para saber quem tem o filho mais genial, mais bonzinho, o que dá menos trabalho.

"Meu filho andou com 8 meses".
Sério? E você não recebeu um troféu? Não esquece de colocar essa informação no curriculum vitae dele futuramente, hein?

"Joãozinho, com 6 meses, já tinha 12 dentes".
E o kiko? Desde quando quantidade de dentes na boca é algo a ser comemorado? Estamos criando pequenos Suarez? (aproveitando o assunto do momento para ilustrar o post, sou dessas).

"Meu bebê é um anjo, não chora, fica quietinho o dia todo".
Eike sortuda! É um bebê ou uma planta?

"Durmo a noite toda desde que chegamos da maternidade, meu filho nunca acordou".
Mas gente, essas crianças já vêm treinadas de fábrica, nem precisam aprender a dormir. Se bobear trocam a fralda sozinhas.

"Fulaninha já usava o peniquinho quando tinha 9 meses".
Tô falando? O bebê não anda ainda, não fala, mas de alguma forma mágica, ele sabe usar o penico. Gênio!

"Paulinho come de tudo desde sempre, nunca deu trabalho para comer".
Filho dos outros come até jiló, impressionante.

E por aí vai...

Essa competição é chata, irritante e extremamente prejudicial. Isso cria mães que se sentem cada vez piores, mais culpadas. "Só o meu filho dá trabalho então?". Gente... criança chora. Criança acorda mil vezes durante a noite. Nenhum bebê nasce sabendo. Leva tempo. Cansa. Ser mãe cansa. Ensinar um bebezinho a ser uma pessoa é difícil pra kct. Alguns são mais fáceis, outros não. Não existe essa maternidade florida que a maioria das mães pinta. Isso é tudo balela. Não caiam nessa, não sintam-se sozinhas.

Anotem: se seu filho chora, berra, esperneia, acorda a noite inteira, já tem 1 ano e meio e ainda não anda, joga o pratinho da papinha longe, olhem só a triste constatação: ele é NORMAL! 

Matteo chorou sem parar até o terceiro mês. Eu não fazia a menor ideia do porquê. Matteo dormiu a noite toda umas 5 vezes. Há 3 meses acorda de hora em hora. Às vezes menos. Eu sou uma mãe zumbi. Matteo comeu meio mamão inteiro na primeira vez que dei. Depois, nunca mais. Matteo odeia papinha e quer nem saber de comer, só gosta de mamar. Matteo não gosta de TV, Galinha Pintadinha não o distrai nem por 2 segundos. Matteo não dorme durante o dia. Matteo só dorme mamando ou no colo. Matteo tem 8 meses e ainda não engatinha. 

Matteo é saudável e feliz. Eu sou muito feliz. Não preciso ter um filho perfeito pra ser uma mãe feliz e satisfeita. Não preciso de uma maternidade inventada para me sentir melhor. Eu não sou melhor que ninguém. E você, mãe de um bebê normal como o meu, não é pior. 

Fica a dica.

Decoração - Batizado do Matteo


Domingo passado (22/06), meu pequeno Matteo foi batizado. Como ele tem uma priminha poucos meses mais nova, resolvemos que seria bacana batizá-los juntos, assim faríamos uma comemoração só para toda a família. Foi um dia abençoado, como tinha que ser. 

Optamos por uma festa simples, com uma decoração leve e delicada. Escolhemos a cor amarela, que eu aaaaamo! O grande diferencial foram as fotos. Algumas semanas antes levamos os bebês em um estúdio e fizemos fotos com eles juntos e separados. Um quadro grande, com moldura amarela, era o destaque principal. Quadros menores, com moldura branca laqueada, enfeitavam a mesa dos doces e das lembrancinhas. Esse quadrinhos foram dados de presente para os padrinhos.


Por ser horário do almoço, contratamos um buffet de crepes doces e salgados. Além disso, tinha bolo gelado - estilo anos 80 - e tortinhas doces diversas.

Fornecedores:

Buffet - Anne Crepes
Bolo decorado - Vilma Gonçalves
Toppers e enfeites de parede - Paperíca
Fotos - Estúdio PB
Molduras - Viplas Vidros
Lembrancinhas -  Costa e Barletto
25 junho 2014

Adeus, meu Atreio...


Ele se foi.

E eu, que sempre fui razoavelmente boa com as palavras, simplesmente não tenho nada para dizer. Não consigo. Sinto um vazio imenso e uma tristeza que nem dá pra descrever.

- Fica em paz, meu pequeno guerreiro. Eu te amo. Eu vou te amar sempre.
01 maio 2014

Vai tudo muito bem, obrigado - versão do Papai

Após 6 meses do nascimento de nosso tirulipo, posso dizer com certeza uma mudança acontece com você e é natural e inevitável: o Filhocentrismo.

Não adianta lutar e negar, seu filho se torna o centro de tudo.

Primeiro e o mais impressionante é o amor que emana de você. Amo minha
linda esposa com todas as minhas forças e achava que este amor seria distribuído com meu filho. Ledo engano! Não há compartilhamento de amores e sentimentos, pelo menos para mim, o pai. Uma nova linha de produção deste sentimento é formada. Operários trabalham a todo vapor produzindo a mais pura e sublime sensação do amor paterno. E não há nenhuma mobilização ou piquete em frente a esta fábrica capaz de fazer com que os operários parem com a produção. É amor seguido de amor saindo fresquinho a cada instante.

Não me importo em ser o segundo na vida de meu filho, pelo contrário, quanto mais tempo ele passa nos braços da mãe e minha esposa, mais posso admirar a relação mãe/filho de camarote. De pertinho. Não há preço no mundo que pague por este ingresso vip.

As prioridades são outras e você não faz o menor esforço para concretizar esta mudança. Elas simplesmente acontecem. Tudo que envolve o seu bem estar pessoal é balela e fútil. Tudo que envolve o bem estar de meu filho é vital e imprescindível. Mesmo que não, aos olhos da maioria das pessoas, para nós pais, é.

Assim como cheiro de chuva na terra, assim como casa de vó, assim como
dormir no frio, um abraço apertado no seu filho é excepcional. E tudo isso é bem baratinho.

Hoje o texto é curto, simples e sem parafernalhas. Só passei pra dizer
que tudo vai muito bem, obrigado!
24 fevereiro 2014

A vida vai muito bem, obrigada.



Tô beeem sumida, eu sei, mas maternidade não é mole não! Se falta tempo, sobram emoções e alegrias. E sono.

Matteo é um bebêzinho lindo, carinhoso e feliz. Mas também é exigente e tem personalidade forte. Dia desses descobri que ele se enquadra perfeitamente na definição de "high need baby". 

Sou mãe em tempo integral. Não tenho ajuda de babá, troco fralda, dou banho, brinco, amamento, levo à pediatra. Não sobra tempo para mais nada e, quando sobra, durmo um tiquinho. Maternidade sem terceirização foi a minha escolha. Obviamente tive que terceirizar o trabalho doméstico. 

Optei pela amamentação exclusiva até os 6 meses e prolongada até quando ele quiser. E amamentar é das tarefas mais exaustivas. E recompensadoras. Matteo mama muuuuuito, logo, passo quase que o dia todo nesta função. A vantagem é que emagrece, rs...

Vê-lo crescer é incrível. Acompanhar 24 horas por dia o desenvolvimento da personalidade dessa pessoinha é, de longe, a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

Se eu mal consigo cuidar de mim, que dirá do blog. São escolhas, mas o que poderia ser mais importante que meu filho? Em poucos meses volto a trabalhar (adiei a volta enquanto pude, mas não tem jeito, é preciso voltar), então quero e preciso curtir muito os dias em que temos um ao outro 100%.

Ser mãe não é nada fácil. Nada. É tudo novo, tudo diferente. Nada que eu faça hoje fazia parte da minha rotina antes dele nascer. Algumas vezes me pego pensando que não sei mais nem quem eu sou. 

Sigo aprendendo, tropeçando, acertando, errando, sentindo culpa. Ahhh, a culpa e a maternidade andam de mãos dadas. Mas honestamente? Nunca estive tão feliz. Nunca me senti tão completa. Nunca senti tanto amor. Nunca.

Se eu faria tudo de novo? Não! Um só está ótimo, rs...

Beijos procês. 
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