Na China, há um dito popular que diz:
"Todos os planejamentos do ano se fazem na primavera", pois a chegada do
Ano Novo coincide com o início da primavera lá, sempre no final de janeiro ou início de fevereiro. Não existe uma data certa, como aqui no ocidente, porque o calendário chinês é baseado no ciclo lunar. Na véspera do Ano Novo as pessoas fazem limpezas gerais: limpam e arrumam a casa, cortam o cabelo, fecham as contas, colocam oferendas aos Deuses que cuidam da casa, preparam as roupas... A cor
vermelha, por ser yang e vibrante, é a cor predominante durante as comemorações do Ano Novo. As mulheres da família procuram usar um vestido novo nesta cor para assegurar a sorte e um bom ano. Além desta cor, outras cores da sorte são o amarelo e o roxo. Durante a comemoração, lanternas vermelhas são acesas e penduradas diante da porta principal, e só serão retiradas após os 15 dias do Ano Novo. Fogos de artifício são estourados para espantar os maus espíritos. No primeiro dia do ano é muito comum as crianças e os solteiros da casa ganharem um envelope vermelho contendo dinheiro. Este envelope é distribuído pela matriarca da casa (avó ou bisavó).

E ontem eu estive no bairro da
Liberdade, aqui em São Paulo, acompanhando as comemorações do Ano Novo chinês. Lá encontrei a
Renata e o marido dela, o
George, que tem família chinesa. Foi uma tarde agradável, na compania de duas pessoas queridas, onde conheci um pouco dessa cultura milenar e fascinante. Minha admiração pela
China só fez crescer. Querem ver as fotos que fizemos?
Dragão (
long em chinês e
ryu em japonês) segundo a mitologia chinesa, foi um dos quatro animais sagrados convocados por
Pan Ku (o deus criador) para participarem na criação do mundo. É enormemente diferente do ocidental, sendo um misto de vários animais místicos: Olhos de tigre, corpo de serpente, patas de águia, chifres de veado, orelhas de boi, bigodes de carpa e etc. Representa a energia do fogo, que destrói mas permite o nascimento do novo. (
a transformação).
Simboliza a sabedoria e o Império.

Durante o Ano novo chinês, dançarinos utilizando uma roupa de
leão costumam visitar lojas para fazer o "
choy chang" ("colhendo verduras"). O comerciante amarra um
envelope vermelho contendo dinheiro numa cabeça de
alface e a pendura em frente a porta da frente. O leão aborda então a alface como um gato curioso, "engole" a alface e cospe fora as folhas, mas não o dinheiro. Supõe-se que a dança do leão traga
boa sorte e fortuna para o negócio, e os dançarinos recebem o dinheiro como recompensa (além deste aspecto lúdico, o "
choy chang" era encarado como um pedido de proteção formal; ao aceitar o presente, a escola de Kung Fu cujos alunos realizavam a dança, comprometia-se a vir em socorro do comerciante caso seu estabelecimento fosse assaltado). A tradição tornava-se assim uma transação mútua.


Almoço delicioso com direito a pratos típicos da cozinha chinesa, preparados por esse malabarista dos macarrões! rs...

O famoso (e delicioso) sorvete de melão.


E, por fim, eu e a
Renata. Gente, juro que nós não combinamos a roupa! rs...
Rê e George, obrigada pela compania e pelo carinho, vocês são ótimos!
Feliz ano novo chinês para todos nós!