27 fevereiro 2010

Sobre dar a volta por cima

Eu estava vendo em algum blog (infelizmente não me lembro qual) um post sobre infelicidade no trabalho. Sim, porque estar desempregado é muito ruim, mas ter um emprego que não te satisfaz, muitas vezes, é ainda pior. E aí eu me lembrei do meu início de carreira e ri, porque como todo mundo diz "depois que passa, a gente ri". Resolvi dividir essa histórinha com vocês porque talvez ajude alguém que possa estar infeliz no emprego, assim como eu fui.

Comecei a trabalhar, efetivamente, no segundo ano da faculdade. Antes disso, trabalhava com meu pai, meio período, mas não posso considerar isso um emprego, né? Meu primeiro estágio foi em uma empresa que fabricava argamassas, produtos cimentíceos em geral. Eu estudava Arquitetura na Belas Artes, uma das faculdades mais caras de São Paulo, na época. Lá eu me sentia dentro do filme "As patricinhas de Beverly Hills", (hoje seria Gossip Girl) dá pra imaginar, né? Aquele mundo já não era pra mim, e para completar, eu trabalhava em meio à poeira de cimento e areia, chegava na faculdade suja, suada, exausta e horrorosa. Mas isso não era lá um grande problema. Sabem qual eram as minhas funções no estágio?

1) Colar bolinhas de amostras de argamassa em uma plaquinha de acrílico. Sim, eu passava dias colando aquelas bolinhas coloridas - que eram feitas em forminhas tipo essas de ovo de páscoa - em placas que depois eram distribuídas nas lojas e serviam como mostruário de cores. Eu, que sempre tive rinite e bronquite, ficava alí colando bolinhas de cimento. Jóia.

2) Eu enfiava sacos e mais sacos de argamassa no porta-malas do meu carro (um corsa, na época) e saía para fazer entregas. Muitas vezes os caminhões da empresa não davam conta do recado, a estagiária-otária tinha que fazê-lo. Teve um dia que fui entregar um material no apartamento de uma arquiteta metida no Pacaembú. Demorei mais de uma hora só para entrar no prédio, tamanho era os esquema de segurança. Subi, falei com ela que estava ali para entregar a argamassa e questionei se ela não teria um funcionário para disponibilizar a me ajudar e subir com o material. A louca fez um escândalo, disse que se eu tinha ido entregar, eu deveria levar, que era função minha. Falou mais um monte de desaforos, dentre eles "você sabe com quem está falando: eu sou arquiteta!" Oooi?? Preferi nem discutir, desci, peguei os sacos de 25 kg cada no braço (na época eu pesava 42kg), levei até o elevador, subi chorando até o apto, abri a porta, olhei para a cara dela e joguei os sacos. Ela não disse nada, só me olhou ir embora.

3) Eu acompanhava obras. Pfff... que piada. Acompanhei a execução de uma lavagem de fachada, em um prédio que ficava num bairro de periferia. Ganhei uma porção de riscos propositais no meu já judiado corsa, tipo uma obra de arte mesmo. Passei exatos 3 meses, sentada num banco, olhando para cima, vendo pessoas lavando uma fachada montadas em balancins. Três meses, sentada, sem fazer nada! Muito pior que fazer coisas sem importância é não ter nada para fazer.

Sabem quanto tempo eu fiquei nesse estágio? 2 anos! Eu aguentei firme, apesar de tudo. Eu fazia faculdade de arquitetura, que era o sonho da minha vida, o que eu mais amava, e naqueles tempos não entendia onde estava o glamour da profissão, visto que tudo o que eu fazia era carregar sacos de cimento e colar bolinhas. Eu não projetava, eu não acompanhava obras, eu não era uma arquiteta de verdade. Ter ficado alí todo esse tempo me ensinou muitas coisas, mas, honestamente, eu me arrependo muito. Se fosse hoje, teria ficado 2 dias. Perdi a chance de estagiar em empresas que pudessem me ensinar algo verdadeiramente relacionado à arquitetura e, quando decidi fazê-lo, já estava no penúltimo ano da faculdade.

De qualquer forma, de tudo o que nos acontece na vida, sempre há uma lição maios e, por incrível que pareça, aprendi muito naquele lugar. A gente aprende mais nas situações difíceis, a gente cresce, a gente se vira. Lá eu aprendi que não há nada de glamouroso em ser arquiteta e, ainda assim, amo minha profissão. Lá eu aprendi a ter iniciativa, aprendi a me impor e conquistar o respeito das pessoas sendo honesta e direta.

Hoje, quase 10 anos depois, trabalho com o que gosto, sou respeitada pelo que faço e sinto-me plenamente satisfeita. Nunca pensei em abandonar a arquitetura, porque ela nasceu comigo, mas aprendi que, quando a gente quer muito uma coisa, não pode deixar que ninguém nos diga o contrário. Aprendi que, com esforço e muito trabalho, se consegue dignidade e satisfação no trabalho sim, basta querer. E que a gente precisa saber a hora de esperar e a hora de mudar, sem medo.

42 comentários:

May disse... - Responder comentário

Nossa Lily,
Sempre me identificando com seus posts "escritos"!
Esse então...
Bom eu sempre sonhei em fazer medicina (acho que é por isso que namoro um DR. rsrs) A maioria da minha família está ligada na área da saúde, seja médico ou enfermeiro... Na época do vestibular só tentei uma vez para Unirio ( pelo Enem e msm com 95% não entrei), pois me formei com 16 anos, e como minha mãe dizia “você está muito nova para escolher uma profissão ainda mais medicina.. tem que ter muito suporte emocional e você não têm” .
Ai foi a menininha de 16 anos fazer cursinho pré- vestibular com essa idéia na cabeça... Fui vendo outras profissões, Achei a psicologia (engraçado né, bateu com o suporte emocional) prestei para todas as públicas... passei... e fui lá pra UFF fazer, no início me senti empolgada pois tinha passado para uma federal e melhor, era na cidade que meu namorado morava! Foi passando o tempo... Choros por estar fazendo algo que não queria... Várias crises pseudo-existenciais...
Uma vez no estágio de clínica um paciente surtou (ai Meu Deus.... bateu medo, insegurança, e aquilo tudo voltou, “não eu não presto para ser Psicóloga”) Graças a Deus tive todo suporte da minha ex-supervisora. Ela foi percebendo que eu gostava mais da área médica mesmo... Nome de remédio sabia todos para que servia, os efeitos colaterais... ela me mostrou o lado da Neuropsicologia (me apaixonei!!!)
Hoje em dia trabalho com RH, pois preciso de $$(pretendo largar o mais rápido possível), mas também tenho meus pacientes, meus velhinhos, faço reabilitação neuropsi. Gosto muito do de estar com eles, me sinto útil, e fora o carinho deles que é o maior feed-back que se pode ter!
Mas sabe de uma coisa... Acho que um dia ainda tento uma faculdade de Medicina...

Beijos;*

Má Dias disse... - Responder comentário

Oi
Adorei seu blog!
Fiquei olhando todos os post’s!
Hehe
Já sou seguidora!
Passa lá no meu depois: maisqueglamour.blospot.com

Beijos, gata*

No Interior disse... - Responder comentário

Menina, que barra hein?!?!?
Eu tb já deu muito com "os burros n'água", sei bem como é isso!!!
Quando eu morava no Rio, fazia faculdade de Psicologia (infelizmente não me formei), e tive que ir trabalhar numa empresa que era péssima, muito cacique pra pouco índio, mas tinh que trabalhar pra pagar a Facul... Engoli cada sapo que vc nem imagina, até chamada de "cadela" (isso mesmo, CADELA) eu fui chamada. Claro que isso foi a gota d'água... Fiz um escandalo e quase joguei a empresa na justiça.
E aqui onde moro, fui trabalhar num supermercado, como caixa (foi o PIOR emprego que tive, píor que esse do Rio), pois tava desempregada e tinha que fazer alguma coisa.
Tinha que tomar conta de 3 caixas e trabalhar 1 dia por semana de graça pros donos. E quando saí, o dono ainda me deu uma cantada. AFF!
Mas hj to beeeeem melhor, estudando pra caramba pra concursos e a vida é assim...
Essas coisas servem de crescimento, amadurecimento, se não tivesse passado por isso não ia aprender nada. Uma vitória suada é melhor que ganhar as coisas de "bandeja".

Beijos minha linda!

Gabi disse... - Responder comentário

Lily... provavelmente vc não me conhece (essa é a primeira vez q deixo um recadinho).Mas, a 1 ano +/- eu passo por aqui todos os dias... enfim, me identifiquei demais com sua história, por coisas q ja aconteceram e o que aconteceu essa semana... faço design de interiores na escola panamericana e recebi uma proposta de emprego, projetista numa empresa de engenharia, fiz a entrevista no inicio de fev. pra começar a trabalhar dia 22/fev. Recusei todas as outras entrevistas q surgiram, e comecei dia 22. Servicinho de estagiario, arquivar a bagunça q todos deixam, fiz isso o dia todo,ja passando do meu horario (8:00-18:00hs, entrei as 07:35 sai as 20:10)sem dizer q o arq. q seria meu "supervisor" gritou comigo como se eu tivesse 5 anos de empresa e ja soubesse tudo. Como sou sensivel me deu vontade de chorar e fiquei segurando o dia todo.Angustiada! Enfim, São Paulo chove, e muito. Qdo desci do onibus e vi meu marido me esperando,desabei.Mas fui trabalhar normalmente no dia seguinde e adivinha?!!! FUI DISPENSADA! Raiva. O motivo foi: os assistentes q estariam nas obras viriam pro escritório, assim não teria mais ESPAÇO pra mim! As vezes a aparencia te mostra algo q lhe cega a razão. Mas a vantagem é q eu me livrei de gritos todos os dias (nem meu marido grita comigo!). E sei q coisas boas virão por aí! Eu amo seu blog e vc é uma fonte de inspiração pra mim. (sorry o londo comentário, mas eu precisava desabafar! kkk).
Beijinhos
biammedeiros@hotmail.com

Marcele disse... - Responder comentário

Grande liçaão Lily!
me identifiquei com o seu texto por um outro motivo.
Pior do que qualquer dificuldade que se venha a ter na trejetória profissional, é viver o tempo todo sendo cobrado(a) por fazer um curso e sonhar com uma profissao que nao é 100% rentável.. e ouvir de pessoas mesquinhas: " vc vai morrer de fomeee".
Eu to no sétimo semestre de Jornalismo e até pouco tempo atras eu nao tinha o apoio de meu pai. Vc imagina o que é fazer um curso numa faculdade particular ( que tb é uma das mais caras de Salvador) e nao tenho o apoio da pessoa q paga sua faculdade? Complicado.

Pois então. Nesses tres anos eu aprendi muita coisa e consegui mostrar pra muita gente que desacreditava em mim o meu potencial. Muita gente ria quando eu dizia que queria ser jornalista, hoje, muitas delas me param na rua e dizem: "li um texto seu, vc manda muito beem, parabéns! "
tudo q eu queria que muita gente entendesse, inclusive meu pai, é que mais importante do que ter um profissão altamente lucrativa é estar feliz com o que se faz.
Fazer com amor e dedicação é melhor do que fazer por dinheiro.

isso eu defendo até o fim!

Li. disse... - Responder comentário

Oi Lily, obrigada pelo comentário e carinho... O motivo da minha tristeza é que meu pai faleceu faz 3 semanas... Tá dificil dar a volta por cima, viu... =/
Mas obrigada, viu! =*
bjos!

Sté disse... - Responder comentário

que engracado Lily...eu tbm tive uma experiencia dessa..a 2 anos atras estava numa empresa q nao me agregava nada..sentava das 8 as 17 numa cadeira, e ficava inventando o q fzr..pq fui esquecida na empresa..e eu era efetiva!
o pior de tudo eh q eu tentava fzr coisas..e ngm nunca podia me ajudar, ou nao podiam pq nao itnha dinheiro..fzr Marketing sem dinheiro eh bem dificil neh??
Gracas a Deus fiquei soh 6 meses na empresa..pq arranjei estagio na agencia...mts me diziam: VAI TROCAR UM EFETIVO POR ESTAGIO? CLARO..eh o q eu quero..eh o que iriaa me fzr dar um salto na carreira!
ja sabia q isso me faria chegar aonde estou agora..q era meu grande sonho, trabalhar em uma das maiores empresas do consumo..um sonho pra qm faz marketing!
adorei esse post..pq as vzs eh isso msm..ficamos tao perdidas quanto ao futuro, temos que arriscar e tentar....eh a melhor coisa se sentir satisfeita..
ainda sou estagiaria, mas sei que com esforco vou ser efetivada!Rs

bjao flor!

Bete disse... - Responder comentário

Oi Lily! Acabei de ler o seu post! Nossa que barra vc passou! E como vc mesmo disse pior que desemprego é trabalhar onde não gosta. Eu ainda sou recém formada em Biblioteconomia. Terminei a facul há um ano e estou atualmente desempregada. Já passei por dois trabalhos, sendo o último com arquivos, em que até a minha saúde tava sendo prejudicada ao me esforçar muito no trabalho, e fora que eu não estava mais gostando de trabalhar lá também. Mas quando comecei a pensar em procurar outro trabalho eis que fui dispensada. Foi melhor assim! E por não ter muita experiência(pois morava no interior de São Paulo, onde fui só pra fazer a facul e lá não tive oportunidade de estagiar na área), ainda tô na fase de pegar o trabalho que aparece.
Mas sei ainda tenho muito chão pela frente, e muito lugares pra passar até encontrar uma biblioteca que eu adore trabalhar.Hehe
Adoro seu blog. Também passo aqui diariamente e me inspirar um pouco(tá, não é só um pouco...hehe).
Bjoss!!!
E mais sucesso pra vc!

Cristiane disse... - Responder comentário

acho que todo mundo passa por esses micos na vida, o bom é aprender com eles...
bjs, Cris

Garota da Echarpe Nude disse... - Responder comentário
Este comentário foi removido pelo autor.
Garota da echarpe nude disse... - Responder comentário

Às vezes o que falta é troca de experiências mesmo... você estava começando na área, achava que tinha que começar fazendo essas coisas (equivalente a fazer o café pra quem trabalha no escritório) pra depois ir subindo e não sabia que tinha outros lugares em que dava pra fazer coisas mais interessantes já naquele estágio da profissão

Naiala Xavier disse... - Responder comentário

Querida, o post tá massa. Eu ainda tô no meu caminho e sei q vou passar por muito perrengue, espero ter maturidade pra conquistar meu espaço na minha profissão.

Bjo!

Naiala Xavier

Marcela de Vasconcellos disse... - Responder comentário

Oi!!!

Saudadinha....

Bem sobre essa coisa de emprego, profissão...eu só tenho uma coisa a dizer: sacrifícios são necessários, mas sempre com um objetivo plausível.

Eu me formei em fisioterapia, amando loucamente minha profissão, já estagiava há um ano, trabalhei mais um e meio, mas não estava feliz. A coisa que eu mais amava, a qual eu mais me dedicava não me fazia feliz. Isso quase me matou.

Larguei tudo há um ano e meio decidida a deixar a ambição de lado e arranjar um empreguinho sem desafios. Fiz isso e fiquei seis meses, mas eu queria mais.
Larguei esse emprego e fui numa entrevista num cliente nosso, uma empresa de despacho aduaneiro.

Entrei sem saber o que era despacho aduaneiro há dez meses. Ralo feito louca as vezes 12 horas por dia, mas acordo a cada dia querendo aprender mais, saber mais, não ligo de ficar até mais tarde e me candidato a trabalhar sábados.

Descobri que sou workaholic e viciada em aprender coisas novas e me desafiar.

Acho que se você tem uma vida profisional e passa, no mínimo, 8 horas por dia envolvida com isso não dá pra ser de cara feia,querendo ir embora, contando minutos, usando sua pior roupa e seu mais péssimo humor.


bjuuuu

tatoogirl disse... - Responder comentário

Que bom que um monte de gente superou o que estou passando hoje.Formada, desempregada pq na faculdade não estagiei com nada a ver com minha area (fiz história mas estagiava em arquivos) e não tenho experiencia nenhuma em lecionar, logo=nada de trabalho.Espero que eu chegue lá cm vc.

Fran... disse... - Responder comentário

Lendo seu post me deu até vontade de largar meu trabalho e procurar fazer o que realmente gosto!...
Mas o bom disso é ver o quanto a gente aprende sobre a vida nessas situações!...

Beijos!

Gabriela Moura disse... - Responder comentário

passei pela mesm coisa, como estagiária de Relações Públicas. foram 8 meses atendendo ligações e organizando festa de aniversario, e ainda ouvindo desaforo. hj eu trabalho como assessora de imprensa de uma agência de comunicação, isso tem menos de 1 mês, mas pela primeira vez desde que formei no fim de 2008, me sinto profissional de verdade

Mariane Gerez disse... - Responder comentário

Acredito que na vida que tudo serve como um aprendizado, trabalhei numa empresa horrorosa, só me explorava, e aprendi muitas coisas.
Atualmente sou estudante de desing de interiores, estou sofrendo pra arranjar um estágio, mas acredito que essa demora talvez possa ser pq algo bom está por vir, rs. Mas há outra coisa que me magoa um pouco, nós sofremos um pouco de preconceito com alguns arquitetos, não compreendo o pq, o design ele complementa o arquiteto, temos bases de decoração que um arquiteto (só arquiteto) não tem, mas enfim, é a vida!
Adoro seu blog, muito fofo, adoro os looks e amei o post! Beijos.

Grazi Pacheco disse... - Responder comentário

Lily...
amei o post.
o importante é ter história pra contar!
Ter vivido um pouco que seja!
bjo bjo

graziele pacheco.
www.grazielepacheco.blogspot.com

Manu disse... - Responder comentário

Oie! Essa estória é bem mais comum do que imaginamos...
eu iniciei minha faculdade de direito sob protestos do meu pai que insistia em dizer que iria passar fome.´
Tudo bem que continuo ganhando pouco, pois não quero aceitar serviços que me obriguem a fazer algo que não gosto.
Assim, estagiei por dois anos em um estágio no gorveno que não me acrescentou muito, mas me ajudou a conhecer como as coisas funcionam nos bastidores e muito melhor eu conheci muita gente.
Depois eu fui para um escritório e literalmente trabalhar de graça, o que vem mudando a passos de tartaruga, já que trabalho por comissão e como todos sabemos o judiciário não anda rasteja. Minha ambição é a magistratura, mas o escritório e advocacia me auxiliam muito, no final da faculdade corrigia as coisas dos meus colegas, passei no exame da OAB de primeira e com uma excelente loja. Quem sabe o salário melhore ou quem sabe não, mas dando para pagar as contas e meu cursinho tá de bom tamanho.
Enfim faço o que gosto, vejo as pessoas satisfeitas e mais me sinto instrumento de transformação social fazendo o que gosto.

Isso que importa eu podia tá ganhando melhor, mas em troco de me violentar moralmente eu prefiro continuar como estou.

Sem todo o glamour da profissão, mas com a missão que esta tem.

Olha adoro seu blog seu estilo é lindo e trasmite toda sua doçura. Sucesso.

bjos

Vivian Tumasonis disse... - Responder comentário

Assino embaixo Lily!!! Nunca desistir dos seu sonho seja ele qual for!!!

Beijinhos!

PS: como faço com a bolsaaaaa?

Cy disse... - Responder comentário

Oi Lily!
Faz algum tempo que circulo pela blogosfera e sempre passo por aqui, no seu blog, mas nunca comentei.
Quero te agradecer por compartilhar suas experiencias conosco, pois assim como outras pessoas se identificaram, tal experiencia veio para mim como um presente.
Desde que sai do Ensino Medio, sonhava em ser medica e estudei por 2 seguidos anos no curso pre-vestibular. Neste decorrer, acabei me identificando com outras profissoes, por fim, resolvi prestar vestibular para 4 faculdades publicas distintas. Passei nas 4, incluindo USP e Unesp. Optei pela UNESP no curso de odontologia, mas logo no primeiro ano largeui, pois não me identifiquei com o curso. Eu até gostava, no entanto não era 'a profissão da minha vida', sabe? Depois disto, retomei os estudos no curso pre-vestibular, mas não tinha mais a motivação de sempre, talvez porque seja dificil encontrar o caminho mais apropriado quando voce não sabe qual é o caminho mais apropriado. :)
Eu ainda não tenho certeza quanto a profissão que devo seguir e o tempo está passando. Enquanto quase todos os meus amigos se formaram, eu ainda não tenho certeza da minha.
Trabalho com recepção de eventos e sei com certeza que é provisorio. Ao mesmo tempo não posso reclamar do trabalho e do ganho finaceiro. Só que é aquele pensamento obvio: 'almejamos algo sempre melhor.'

Lily, obrigada por me motivar a seguir em frente. Mesmo diante da insegurança, indecisão e, é claro, a má fase.

De coração, Cy.

Josianni Teixeira disse... - Responder comentário

Adorei a Historia, o começo è sempre dificil mesmo e as vezes queremos tanto aprender que aceitamos tudo achando que um dia vai servir de liçao e acho que no final foi isso mesmo!!! O ultimo trecho do seu texto me deixou com a pulga atras da Orelha ..."10 anos depois" Quantos anos voce tem????????? Vou correr para o seu perfil para ver se descubro !! rs***
Baci

Marly disse... - Responder comentário

Oi, Lily,
Nem sei como cheguei aqui, no meio desse emaranhado, que é a Internet!
Mas gostei do seu texto e de suas idéias, há muita verdade no que você disse: a gente aprende mesmo é vivenciando as situações chatas e desafiadoras (e por isso mesmo, é que as pessoas não deveriam pensar em pular fora IMEDIATAMENTE dos empregos chatos, embora permanecer demais neles seja uma burrice, né?).

Beijão e bom dia

lancelloti disse... - Responder comentário

Muito bom o post. Uma coisa que eu aprendi foi arriscar. Meu namorado, Bark, me ensinou muito isso. Eu estagiava com consultoria de estilo e, apesar de amar e de até ter sido levada para Paros, não me dava a grana necessária e eu nunca cresceria lá dentro... Sempre ficaria fazendo o mesmo trabalho. Queria algo mais meu, né? No qual eu poderia crescer e ser alguém. Comecei a namorar o Bark e ele me ensinou a não ter medo de procurar e fazer o que realmente se quer fazer. Somos jovens, podemos mudar de emprego, opinião, carreira... As pessoas tem muito medo. Eu tinha muito medo. Mas arrisquei e hoje tenho minha empresa, meu estúdio. E por causa dele, já saí da casa dos meus pais, tenho minha independência. Imagina se ainda estivesse no outro emprego, onde eu estaria?

Beijo, Lily!

lancelloti disse... - Responder comentário

*Paris... rs não Paros.

Viviane Moreira disse... - Responder comentário

Aaahhhh eu tb passei por cada estágio...acho que todo mundo que estudou arquitetura tem um estágio mega monstro pra contar, eu tenho várias histórias, piores que as suas, mas que com o passar do tempo vc até ri....
Acho que a gente fica triste quando abre mão de uma paixão por outra paixão maior que infelizmente não te da o retorno que vc esperava...é o meu caso! As vezes queremos seguir o coração e nos damos mal, mas mesmo assim vc insiste e insiste e insiste até vc ver que aquilo não da certo, vc fica com o coração partido, mas como vc mesmo disse nos serve de lição!
Adorei o texto!
Bjsss

Eneida disse... - Responder comentário

Também já fiz estágios horrendos!
Que coisa inútil, eu penso!
A gente aprende tão pouco da profissão, ou quase nada, ganha tão nada!
Detesto coisas sem função prática!
Adorei o post!
Beijo!

Lily Zemuner disse... - Responder comentário

Meninas, adoro esses posts! Adoro mesmo mas não porque escrever sobre mim seja o foco principal, mas porque voces participam, me contam suas histórias. A gente divide e aprende, essa é melhor parte. Muito obrigada!

Para quem perguntou, eu tinha 19 anos na época, hoje estou com quase 28 ( faço aniversário daqui 15 dias).

Muitos beijos.

NatiLopes disse... - Responder comentário

Lily... amei te ver ontem!!!! Daqui a pouco vai se enjoar de mim! rs

beijossssssssssss

Guta Lepste disse... - Responder comentário

hehe to rindo ate agora dessas coisas q passam...
Eu tb ja passei por isso queria pq queria ser chef de cozinha, mas confesso q aquela gordura da cozinha nao era facil :(
Como ja trabalhava em eventos nas horas vagas e ganhava bem mais nisso q suando numa cozinha quente e gordurosa, decidi jogar tudo pro alto. Ai veio a ideia da Ma Folie outra loucura. Hj tenho o trabalho com as bolsas e eventos que sempre que precisam to la pra ajudar :)
E adoro as duas coisas com certeza.
bjokas florzinha

Renata disse... - Responder comentário

Menina, que história!! Hoje vc conta e sabe o quanto aprendeu, mas na hora dói, né?

E o q vc escreveu por último é a grande mensagem: "a gente precisa saber a hora de esperar e a hora de mudar, sem medo". Mas também tem que lembrar que "a vida é o que acontece quando a gente está ocupado demais fazendo outros planos" (John Lennon).

Por falar em planos, algum plano pro niver??? :D Ia ser um bom motivo pra gente se encontrar e chamar algumas meninas fofas, né??

Beijinhos mil!

maLu. disse... - Responder comentário

Oi Lily! eu venho acompanhando seu blog faaaz tempooo! rs, nunca tinha parado pra ver direito, mas sempre vi o link em vários blogs q eu sigo e que me seguem... e vim aqui ver o seu, já tinha vindo outras vezes, comentado, mas só agora estou seguindo (desculpa a demora rs!)... e adoooro o seu espaço! amo ver os seus looks mega lindos, sempre. Adorei vc ter dividido a sua hist aqui, estou querendo começar a trab e é oóótemo que quem já começou passe as experiências de como se virar no começo! valeu!
se quiser, conheça o meu blog tb ! o universo mulher fashion!
Beiiijos, maLu.
(to seguindo aqui agora, pode?!)

Juliana Machay disse... - Responder comentário

Menina, eu tb sou arquiteta. Passo aqui todos os dias e não tinha percebido essa coincidência.

Juliana disse... - Responder comentário

Esse post tem tudo a ver com o que passo atualmente. Não gosto do meu trabalho, o ambiente é ruim e me sinto "emburrecendo" a cada dia. De fato, fazer o que não gosta, ou em alguns casos, não fazer nada é a pior coisa do mundo. Infelizmente decidir mudar não é tão simples, mas é importante não ter medo de arriscar...é, preciso refletir mais a respeito disso.

Beijos

P.S. quase 10 anos depois? eu achava que vc tinha uns 25 anos!

Samantha disse... - Responder comentário

Passei por um aperto semelhante. Eu fiz curso técnico e em seguida fui atrás de estágio. Estagiei em uma empresa q pagava pouco e explorava dos funcionários. Trabalhava das 8-17, mas sempre queriam que eu ficasse a mais, sendo que de noite eu fazia cursinho. O trabalho era mecânico, repetitivo e a empresa era muito desorganizada.
Fui despedida da empresa, mas consegui pagar meu cursinho até o final. Entrei na faculdade, estudei Meteorologia, sob o protesto e a desaprovação de várias pessoas de minha família. Passei varios apertos durante a faculdade. Hoje tenho um emprego legal, gosto do que faço e tenho certeza que "calei a boca" de mta gente que era contra minhas escolhas (notei q mtas de suas leitoras passaram por situações assim).

Adorei sua mensagem, que nos ensina a persistir sempre e ir atrás daquilo q se sonha, além de tirar um aprendizado dos momentos ruins.

Layla disse... - Responder comentário

Nossa... que bizarro... esse post foi pra mim...
Acompanho o blog há um tempo, mas é a primeira vez que comento.
Eu passo por essa situação de infelicidade no trabalho rs... Só aturo as situaçãoes pq quero terminar minha segunda faculdade (MODA)... Mas tem dias que dá vontade de morrer... Ou matar! =D

Inthy disse... - Responder comentário

Nossa Lily! Adorei o texto, gostaria que voce falasse mais de arquitetura no blog. Vc nem sabe o qto vc ajuda estodantes indecisos, se é isso ou não q qr p o resto da vida _o/
Gostaria de saber a respeito de como é ser arquiteta, o momento certo p começar estagiar, se preciso ter pressa p fazer cursos extracurriculares ou posso esperar, etc...

Beeijo Flor!

Kate disse... - Responder comentário

Foi muito legal ler a sua história e a das meninas que deixaram comentarios. é que as vezes a gente pensa: "poxa, é só comigo isso?" Mas não é não!

Adoro gente da "vida real" que fala de vida real com naturalidade. Vc faz isso com muita dignidade.

Pode ser até errado tomar a sua experiencia como "conforto" e não como experiencia mesmo, que é o que vc quer passar, mas conforta muito ler os perrengues das pessoas as vezes, e saber que é possivel aprender com isso, e chegar ond a gente quer.

Eu ralei muito tbm, aguentei muito desaforo e varias vezes na vida levantei pra trabalhar com a garganta ardendo de vontade de chorar.

Pra chegar aonde eu cheguei (e ainda nao é minha meta final) eu tive que descer de um pedestal onde estava segura e "bonita" pra me dedicar a executar funções inferiores, mas acima de tudo, ser tratada com respeito e educação. Sou tratada com elogios sempre, reconhecimento mesmo sabe?

Dignidade sempre acima de tudo. Isso pra mim é o mais importante, se eu nao me sentir completamente util, pra mim não existe razao de ser.

Hj eu me sinto muito util e feliz, embora saiba que meu curriculo me permitiria muito mais. Mas tenho certeza que quando o meu "muito mais" chegar, será com a mesma qualidade de tratamento que recebo em um cargo "menos".

É complexo pra entender, mas super valeu o desabafo.

Te adoro e nem te conheço.

beijo

Minnie disse... - Responder comentário

Lily querida.
É por essas e outras q te adoro, te admiro e juro que vou te conhecer pessoalmente um dia.
Um beijo minha querida.

Gi Crispim disse... - Responder comentário

Amei o post, inclusive porque escrevi algo beeeeeeeem relacionado com isso hoje no meu blog (http://tpm-gicrispim.blogspot.com) !!! rsrss... Não existe pior do que trabalhar com o que a gente não gosta!!

bjsssss

Fabiana disse... - Responder comentário

Adoro seus textos, Lily... =)

Anônimo disse... - Responder comentário

Conseils tres interessants. A quand la suite?

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Meu jardim está florido.
E o seu?

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