Situação econômica traz incerteza no recebimento de benefícios aos trabalhadores

Em meio as definições econômicas que o país enfrenta em 2018, muitos trabalhadores continuam com a incerteza se ainda receberão seus benefícios em 2019, por causa da forte crise econômica que abateu o país nesse ano. Afinal: Como funcionará o calendário PIS 2019 com a crise financeira que o país pode enfrentar no próximo ano? Confira a seguir.

Incertezas para o próximo ano

O Brasil enfrenta em 2018 várias incertezas econômicas: o calendário do PIS, por exemplo, foi esticado até o primeiro semestre de 2019, alguns benefícios do Governo foram parcialmente cortados, como foi o caso do FIES e dos financiamentos do Minha Casa Minha Vida, e como deverá ser o caso do ciências sem fronteiras.

Apesar dos cortes parciais nos benefícios de educação e financiamento, o PIS é um benefício do Trabalhador garantido por lei a milhões de brasileiros, que não pode simplesmente ser cortado. Por isso, em 2018, o Governo, como uma forma de corte de gastos para manter o orçamento nos trilhos, protelou o pagamento dos últimos benefícios do PIS e do PASEP para o primeiro trimestre de 2019. Isso representou uma grande economia para o orçamento de 2018, mas um aumento dos gastos para o orçamento de 2019.

Afinal: em 2019, o orçamento do Governo pode comprometer o PIS? É pouco provável, afinal os benefícios ligados ao trabalho são muito sensíveis para a atual gestão do Planalto, por isso é possível que o país encontre outras formas de cortar gastos para o orçamento antes de ameaçar qualquer benefício.

É possível, entretanto, que o Governo busque uma maneira de mudar as regras para tornar o programa mais restrito, com menos beneficiários, através do enrijecimento das regras para o acesso ao abono salarial. Isso pode ocorrer, se o Governo conseguir articular uma coalizão na Câmara dos Deputados.

E o Bolsa Família?

Muito pouco provável que o Governo ouse ameaçar o Bolsa Família, afinal é uma das principais bandeiras do Governo os benefícios que concederam nos últimos anos. O benefício trouxe muitos ganhos sociais para o país, e cortar ele agora, seria um tiro no pé da gestão, que perderia apoio das classes mais desfavorecidas do Governo.

Não é descartado, entretanto, que possam haver certas mudanças no calendário do Bolsa Família, embora isso seja pouco provável: seria o último caso, protelar ou parcelar os pagamentos dos benefícios para aliviar as contas do Governo. Nesse cenário as contas do Estado teriam que estar muito comprometidas, uma situação que seria, a grosso modo, vender o almoço para comprar a janta.

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